terça-feira, 26 de julho de 2011

Crash boom bang - versão tchê: the near death xperience...

Calma, calma, não porrei de carro aqui. Na verdade ninguém porrou, mas foi tão perto que todos custamos a parar de tremer e chorar. Tenso. O título é brega de propósito.

Vim pra Porto Alegre com meus pais, encontrar meus tios e primo pra uma expedição: Raízes do Sul. O objetivo era reencontrar familiares das antigas, mas antigas meeeesmo, gente que há décadas não víamos. Seguimos em dois carros para Santa Cruz do Sul, terra dos alemón e da família Bartz (conto mais de Santa Cruz depois, ou não conto, também não tenho saco pra ler historinha comovente sobre gente que não conheço). De Santa Cruz, seguimos pra Bento Gonçalves, andar de Maria Fumaça e se encher de vinho, cantando La Bela Polenta. Mas no caminho quase acaba a expedição, e quase acabam meus tios.

Seguiam eles na frente, de jipe, e eu atrás levando meus pais e primo. Num entroncamento da estrada, que era de mão dupla, um monza se atravessou bem na frente do meu tio, que buzinou, fritou pneu e cometeu seu maior erro: tentou desviar. Se não desviasse, certeza que matava geral do monza, e sem muitos prejuízos físicos, já que o jipe é alto e com pára-choque de ferro. No que ele jogou pra esquerda pra poupar o idiota do monza, não conseguiu voltar pra pista. Estava de jipe, jipe não tem muito jogo pra manobras curtas e rápidas, então ele se viu na contra-mão. Na descida da estrada. Estrada esta cheia de caminhões. Sentiram? Pois que vinha uma carreta enorme e chutada nesta descida, que por pouco - eu diria pentelhésimos - não fez purê de jipe recheado de tios, que conseguiram parar no acostamento do outro lado. Papai do Céu segurou o caminhão. E eu vi isso tudo ali na minha frente. Pior, meu primo viu isso tudo acontecer com seus pais ali na frente. O monza fugiu, nem pegamos a placa. Meu tio conseguiu voltar pro lado certo, mas não dava pra dirigir. Além do estado dos nervos, na power mega blaster freada estourou-se a mangueira do fluido de freio. Mas aí Papai do Céu estava mesmo muito afim de nos encher de presentes e colocou uma oficina 500 metros pra frente, e ainda segurou o mecânico mais uns minutinhos. Deixamos o jipe e fiz duas viagens pra levar o pessoal pra Bento, andamos de trem, bebemos vinho e nos divertimos. Espero que o cara do monza nunca mais sente num volante na vida. E que fique broxa pra sempre pra não correr risco de produzir descendentes idiotas como ele.

6 comentários:

Dona Lô disse...

Procura a benzedeira também, amiga...

Altruísta disse...

1 - Pra quem faz questão de dizer que não é católica você fala muito em Papai do Céu;

2 - Tem-se que ter muito cuidado com o sul do país, pois na sua historinha os motoristas são inconsequentes. Deu no jornal falado sobre o golpe que estão aplicando em relação ao DPVAT.

Gazzy1978 disse...

Eitcha... Zoião grande pra explicar essa quase tragédia. Só pode.

Karine disse...

Je-sus!!!! Tremi aqui agora.

Dona Mila disse...

Pois é, Lô... to precisando!

Marreca, não sabia que Papai do Céu era propriedade dos católicos, desculpa! Não entendi o item 2, divida o link com a galera. :)

Gazzy, se for zoio já até sei de quem veio...

Karine, por pouco não perdi o respeito pelas calças na hora! Foi muito tenso, mas nem estragou nosso passeio. :)

O Guri disse...

Uau, ultimamente tenho medo de viajar de carro. Uma amiga minha morreu num acidente de carro ano passado e mesmo que de uma forma indireta, isso mexeu muito comigo...

http://umgurientregurias.blogspot.com/

PS: Estou gostando de você, e isso no segundo poste que li. Parabéns, mas por favor, tira essa verificação de palavras dos comentário que elas torram a paciência. Lembrando que é opção sua. haha

Bejo na bunda!