sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

E se... ?

Hoje Namolito veio com uns "e se..." muito bobos pra cima de moi.

Às vezes a gente tem essa mania besta de dar crédito demais pro destino. Repetimos que ah, era pra ser assim... , seja com resignação, quando dá errado, ou com cara de pirulito, quando dá certo. Mas vem cá, e a vontade de fazer acontecer? E a preguiça de mudar situações incômodas ou desconfortáveis?

Dar crédito pro destino é se eximir de responsabilidade, ou desmerecer o próprio esforço. É como tecer loas à sorte, sempre, em quaisquer circunstâncias, o que é ridículo.

Então um recado aberto e público pra você, Namolito querido: se a gente está junto, hoje, é porque, mesmo com tudo que foi pendenga, a gente se esforçou. Então nem vem dando crédito pro destino, porque o crédito é muito nosso.

Te amo!

Update.

Esta semana foi muito promissora. Comecei a trabalhar em mais duas clínicas, agora enchi minha semana e já já vou reclamar da falta de folgas.

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Quarta-feira foi um dia legal. Namolito me chamou pra exposição da Sophie Calle no MAM, "Cuide de você", sobre um mail de rompimento e diversas respostas e análises, feitas por 107 mulheres. É muito legal, super recomendo, e a exposição fica até o dia 21 de fevereiro.

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Manhã cheia, tarde tranquila, espero que a labuta termine cedo, porque ainda nem arrumei meus apetrechos pra amanhã.

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Pois é, amanhã vou pra Sumpólo assistir ao show do Metallica. Yeah!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Nem toda notícia é boa...

Belinha morreu ontem.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Bate na boca!

Estava atendendo uma Rottweiler dessas bem grandonas e cheias de dentes na boca. Como é de praxe, coloquei a focinheira, mas fazendo o comentário de sempre: "Só por precaução mesmo, porque quem morde é cachorro pequeno". Aí Dr. Chefinho comentou "tipo Pinscher", e o ajudante emendou que há tempo não aparecia ali um Pinscher.

Neste EXATO momento, toca a campainha. Adivinhem quem chegou com a cabeça quebrada porque a dona pisou em cima?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Utilidade pública!

Vocês aí já pararam pra pensar na alegria que é ter um bicho em casa? Você chega do trabalho tarde, cansado, suado e fedorento, as pessoas te olham com cara de nojinho... e, ainda assim, um focinho fará uma recepção mega super hiper festiva pra você. Eles não nos cansam de dizer como somos importantes.

E sabem que é mais fácil do que muita gente pensa? Principalmente quando escolhemos os vira-latas. Vira-latas são mais resistentes a doenças e, se os pegamos já adultos, são geralmente mais dóceis. São animais que têm medo de humanos, porque já sofreram na mão do bicho racional, e se você der meio minuto de atenção e carinho, se tornam fiéis até o fim! Os filhotes dispensam apresentações, afinal, todo filhote é fofo.

Aqui na clínica, no momento, temos cães e gatos, filhotes e adultos, de pequeno ou grande porte, saudáveis, vacinados e vermifugados esperando alguém pra eles amarem.

Então que tal tirar da gaveta aquela idéia antiga de ter um bichinho? Eles mal podem esperar pra fazer alguém feliz! :)

Pique-esconde.

Sério, baratas me perseguem. Na verdade, baratas que se escondem me perseguem. Só vi duas anteninhas se mexendo perto do portão, cheguei mais perto só pra ter certeza.

Mas nem deu pânico.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Dia de Sumpólo.

Tá, eu o-di-a-va a cidade cinza. Mesmo sem conhecê-la, tinha um ranço escroto, um preconceito, mais ou menos o que rola entre brasileiro e argentino. Eu não entendia São Paulo, seu trânsito, a cor do seu céu, seus yuppies workaholics, aquela mania estranha de falar "meu" e "sesta-feira" em vez de sexta.

Bastaram poucos dias lá com a cabeça mais aberta - e no canto mais simpático de SP, a Vila Madalena - pra eu me apaixonar perdidamente. Apesar do tamanho, seu trânsito flui bem (juro, fiquei impressionada com a boa educação dos motoristas, quando comparados aos do Rio), os workaholics nem são tão yuppies, mas são bem simpáticos, na maior parte dos dias o céu é bem azul... e eu bem passei uns 2 meses falando "meu" depois de voltar.

Hoje Sumpólo querida completa 456 anos. Como presente, bem podia ganhar uns dias de estiagem. De qualquer forma, no próximo fim de semana vou lá pessoalmente dar um abraço de parabéns.

Domingão.

Depois do rolo todo da Belinha, cheguei na casa do Marcelo mor-ta. Mas como dormir é para os fracos, almoçamos e fomos vacinar uns 15 gatos no Grajaú. Coisinha pouca.

De lá seguimos pro ensaio do Escangalha no Parada da Lapa com a Roberta. Foi bem divertido, cervejas agem muito mais rápido quando você está sem dormir. Às nove já estava me piscando, aí vazamos. Comemos podrão no centro e apaguei gostoso.

Hoje tive outra boa notícia - boas notícias me perseguem, que ótimo! - mas vou deixar pra contar amanhã, assim que estiver tudo certo.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Pessimismo.

Meus coleguinhas veterinários costumam dizer que eu ainda vou me fuder por dar sempre prognósticos otimistas. Geralmente eu minimizo a gravidade dos casos para os proprietários, porque odeio matar esperança dos outros. Mas é errado, eu sei, as pessoas devem sempre estar cientes e, talvez, preparadas para o pior.

To com uma dor no coração de estar exercitando meu realismo/pessimismo hoje...

Belinha é uma cachorrinha fofa, que parece de estopa, e nasceu no dia 20/09/09. Mesmo dia que nasceu o casal de Namolitos. Sei lá, super me apego a essas paradas de datas. Aceito boas vibes pra Belinha.

Transtornos da chuva.

Ontem eu ia assistir à peça do CQC Felipe Andreoli com Namolito. Aí umas 3 horas antes da hora da peça, começou a cair aquele toró, e Niterói virou Veneza. Faltando uma hora, ligamos pro teatro pra perguntar se ia rolar mesmo, e confirmaram. Então seguimos no trânsito, na lama, e chegamos com 15 minutos de antecedência.

Estava cheio e nada de abrirem as portas da sala. Nove horas, nove e quinze, abriram. Nove e vinte, nove e meia, o produtor sobe ao palco com a cara mais lavada do mundo pra avisar que o artista ainda não havia chegado, e que a previsão era pousar às 21:30. Isso, caros, ele ainda nem estava no estado! Nas minhas contas, antes de 22:30 ele não daria as caras por lá. Aí me bateu mau humor, pegamos nosso dinheiro de volta e saímos pra jantar.

Dormi que nem uma pedrinha e chorei pra acordar hoje às 6h. Blé.

Confere?

Estava sentada na varandinha, olhando o trânsito com cara de paisagem e pensando na morte da bezerra, quando apareceu a criatura no portão: "abre aqui pra mim!". Portão aberto...

- Oi, a senhora é a doutora...
- Camila.
- Ah! Eu sou a Camila Saquarema, vamos conferir?


A doida puxa um caderno cheio de coisas escritas, senta na mesa comigo e diz:

- Len-te de con-ta-to Flávia Alessandra piloto anjo, confere?

OI???
- Eu não estou entendendo o que você quer...


Aí chega o Marcos, que trabalha aqui comigo.

- Marquitos, senta aqui, vamos mostrar pra ela como faz, confere?
- Tá...
- Blablabla lente de contato blabla, confere?
- Confere...


E tudo o que ela falava estava escrito no caderninho. JURO!

Nessa hora chegou o homem do saco pra me salvar. Era um joselito carregando uma gata dentro de um saco de pano. Pois é, e eu achei que não era normal... O Marcos disse que uma vez ela fez isso com outro cara que trabalha aqui e ele mandou um "não, não confere". A doida pirou o cabeção e enfiou porrada nele.

Eu, hein... na dúvida, confere!

Pra começar bem.

Chegando com sono às 8h da manhã, espero o sinal fechar pra atravessar a rua. Nisso passa um mocorongo num carro e me atira um beijo. Olho pro carro que passa e vejo o seguinte adesivo na traseira:



E aí, o que a gente faz com um ser desses, né? Crente safado!

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Mas nada barra a louca de pedra que me surgiu mais tarde. Detalhe que o nome dela era... hmmmm... Camila.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Começou o toró.

Pelo menos assim Tumati fica mais limpo.

Tá, menos sujo...

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Raios, trovões, aguaceira... Quero nem ver a Veneza que Niterói vai virar.

Cucarachas.

Reparei há pouco que a cachorra aqui da clínica está olhando fixamente pra um cantinho no teto, perto de um buraquinho por onde descem cabos de luz e telefone. Olhei mais atenta e lá está ela, quietinha, imóvel, por trás dos cabos. Agora olho pra cima a cada minuto (mentira, menos), porque eu tenho muito pavorzinho de baratas.

Mas o que mais me aborrece não é a bicha estar lá. O problema é olhar e ela não estar mais. Ou quando sua colega outra baratinha resolver procurá-la...

"1, 2, 3... achei! Agora tá com você."

Comemorando (3) - ou um mega giga power blaster post.

Saímos cedo pra Lapa, onde encontramos ZBUF e Alê. A idéia era entorpecer a mente com os trocinhos amarelos alcoólicos, mas o bar não tinha suco de maracujá. Sem mimimi, calibramos com cerveja e caipirinha e depois seguimos pro Rock & Blues, que tinha uma giga fila na porta. Bom que assim conhecemos a auto intitulada "melhor caipifruta da Lapa", e era boa mesmo.

Como na maioria das casas noturnas, aniversariantes ganhavam um drink de cortesia, e no site sugeriam um tal de "copo vazio". Fui ao bar e pedi um "copo vazio", e aí descobri que o troço não era pra iniciantes. Só era servido no balcão do último andar, que era maior, por causa do fogo (!!!). Me contentei com umas cervejotas nesse meio tempo, enquanto o resto da galera chegava.

Abre parênteses: (Resto da galera que não chegou nunca, vocês sabem o que têm mais que eu, né? Têm mais que se foder! Mas nada que umas cervejas sinceras não resolvam...)Fecha parênteses.

O show cover do Smiths estava ainda melhor do que eu esperava, aí começou o Renato Russo cover. Juro que não dava um tostão furado pela banda, ainda mais quando soube que eles tocaram no Faustão (uau, hein...) e que o vocalista era super estereotipado. Mas sabem que foi legal? Nem tão legal quanto o maluco que chegou na gente falando "Po, desculpa me meter, mas eu vi vocês sendo apresentados à 10 minutos (jura, Pedro Bó?) e vocês já estão se pegando? Po, Como que faz isso?" Até agora não sei se o mole era pra mim ou pro Marcelo...

Aí finalmente chegou a hora do "copo vazio". Os caras encheram um copo com absinto e licor de menta, borrifaram álcool em volta e vuuush, tacaram fogo. Depois, com um copo vazio (aí ele!) emborcado, polvilharam canela na chama, fazendo umas estrelinhas muito bonitinhas, e um vapor bi-zar-ro. Tomei o líquido e depois o vaporzinho de canela. Céus, que doideira, o negócio queima até a alma! O show ficou 300% melhor a partir daí, gritei "Faroeste Caboclo" do início ao fim, enquanto Namorado ria da minha cara. Fecha-a-conta-passa-a-régua-beijofui, eu crente que dormiria pela Lapa mesmo, quando reparo que o caminho estava longo demais. Aquele Joselito que já rodou na blitz da Lei Seca achou bonito seguir pra terrinha... e por pouco não se fode de novo: passamos (incólumes) por uma blitz. Obrigada pelo presente de aniversário, Murphy!

Hummm...

Posso não falar do dia modorrento de hoje?

Então tá, já já o post de sábado. :)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Itaborainfernal!

Por estar mais afastada do mar, Itaboraí é uma cidade quente. Não venta fresquinho, o sol escalda a cabeça e dá pra ver "aguinha" no asfalto da estrada, como nas corridas de F1.

É tão quente que eu olho pra fora e vejo gente passando com guarda-chuva pra se proteger do sol. Mais cedo, quando saí pra almoçar, queimei as mãos no volante.

Deve ter uns 15 minutos, talvez até menos, um cachorro aqui da clínica fez xixi no pátio de cimento. E o xixi não está mais lá. Evaporou. JURO!

Mais um 20.

Pena que o feriado de hoje é municipal, então o moço está de folga e eu estou coçando na clínica de Itaboraí.

Hoje eu queria muito poder passar o dia com ele. Faz 4 meses que demos as mãos e gritamos pro mundo "É nóis!". Namolito... "I love us".

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Já que...

Já que esconder os posts antigos não surtiu o efeito desejado...

Eis.

Comemorando (2)

E reclamando também.

Sábado, depois de passar a manhã meio dormindo, meio acordada, fomos almoçar com a família numa churrascaria. E aí vai a minha queixa: tem mães que acham que é senso comum amamentar ser algo liiiiindo e, por isso, podem abrir a blusa, afastar o soutien e alimentar o rebento em qualquer lugar. Sem entrar na questão da beleza (ou não!) da coisa, NÃO, não é nada agradável uma estranha pagar peitinho enquanto almoço. É inevitável? Então vá pra um cantinho e pelamordedeus jogue uma fraldinha em cima pra dar uma dixavada, né?

E engraçado como tem gente que me olha com cara de c* quando reclamo disso. Mas, vida que segue... Jiboiei divinamente a tarde toda, pra me preparar pra bebemoração noturna. Que foi f*da, e mais tarde eu conto.